Hoje caminhei junto ao mar, e apercebi-me do quão bonitas eram as ondas, o seu rebolar por entre os meus dedos brancos e firmes, a dureza da areia pronta a colar-se a mim, como uma praga, ou como uma alforreca. Perdição com o coração, senti sempre assim qualquer relação interpessoal. Não apenas romances, isso é o mínimo, os outros pontos fundamentais, os outros que nos tornam e transformam e os outros que nos prendem constantemente o pensamento. Todos os fenómenos que nos envolvem acabam por ser como o mar e a areia, somos livres, livres de decidir o que deixamos entrar ou sair, livres de decidir o quanto nos permitimos envolver, mas interesse não é controlável, algo totalmente inegável, por muito que o pensamento controle, é destruído por a máquina de pulsar mais poderosa, o coração. Pode ser apenas uma mania, alguma coisa relacionada com o nosso gosto pessoal. O que provem da nossa genética, por muito que queiramos não podemos controlar.

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